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Brasileiros buscam espaço no mercado de beleza dos EUA 

A tecnóloga em comércio exterior Mara Pessoni notou que existe boa oportunidade para brasileiros no mercado norte-americano de beleza e estética ao passar pela aflição de não ser atendida em Los Angeles, Califórnia, apesar de ter agendado horário no salão. A alegação displicente foi de que ela era “só mais uma”, justo no dia de evento reunindo profissionais de vários países, cerca de um ano atrás. Desde então, ela passou a integrar equipe que divulga lives e vídeos em redes sociais com informações direcionadas a profissionais brasileiros do setor.

“A procura de vistos de imigração por esses profissionais aumentou bastante depois que começamos a postar orientações a eles”, atesta o sócio de Mara e advogado que dá nome ao escritório Law Offices of Witer DeSiqueira. “Não existe em qualquer lugar, por exemplo, manicure como as que trabalham no Brasil”, comenta Witer.

A depilação “à brasileira” também ganhou fama nos Estados Unidos, onde é citada em séries e filmes como sinônimo de sensualidade.

Há dez anos à frente do escritório especializado em imigração, internacionalização de empresas, abertura de franquias e vistos de qualquer natureza, entre outros serviços, com sedes em Los Angeles e Goiânia, o advogado diz ter clientes em todo o Brasil, mas principalmente de São Paulo e da Região Sul, interessados em atuar na área de tratamentos e procedimentos de beleza nos EUA.

Nos últimos 12 meses, Witer calcula que o escritório conseguiu 160 Green Cards para trabalhadores brasileiros da área de beleza e estética, dos quais os goianos, de acordo com ele, representam menos de 30%. “O problema do goiano é que gosta de se aventurar, gosta de ir com visto de turista e ficar por lá.”

Para mudar para os EUA já com autorização para trabalhar legalmente, é preciso investir no mínimo 15 mil dólares (cerca de R$ 80 mil) e lidar com um processo minucioso de comprovação de currículo e experiência que demanda de um a dois anos. Mas, segundo Witer, o retorno do investimento para profissionais qualificados é certo. “No Brasil, pagam bem menos e faltam clientes”, observa.

Segundo Witer, 90% dos que querem buscar espaço no mercado americano e procuram serviços do seu escritório não sabem inglês e começam a aprender nos EUA. Se o domínio do idioma não é determinante, outros requisitos passam por rigorosa avaliação. “Estamos mexendo com sonhos, temos de conhecer a vida da pessoa”, justifica o advogado, depois de listar parte das exigências: a entrevista no escritório dura de 2 a 3 hor as e depois o cliente tem de responder um questionário com 30 páginas, que será conferido pela equipe de advogados.

Em geral, o destino almejado nos EUA segue um plano profissional pessoal, aponta ainda Witer. Los Angeles é um bom mercado de beleza pelo glamour dos filmes; para quem não fala inglês, Miami e Orlando são opções, por causa do espanhol e português falados ali; Nova York é disputada porque paga-se muito bem, mas o custo de vida é mais elevado, discorre o advogado. Ele cita ainda Las Vegas, pelos shows e apelo à fantasia. “Cada show tem 200, 300 pessoas trabalhando”, porém, “trabalha-se mais à noite”.

Pandemia

Witer afirma que a pandemia causada pelo novo coronavírus não afetou a procura por profissionais interessados em morar nos EUA nem a tramitação dos processos na embaixada americana. “Ao contrário, estamos aprovando mais rápido, porque o serviço de emigração não parou, mas fechou para visto de turista.” Desde 24 de maio, estão proibidos de entrar nos EUA viajantes provenientes do Brasil, salvo exceções, devido ao novo coronavírus.

Foi com visto de turista que Karla Costa, 33 anos, embarcou para os EUA em 2016. Dona há quase 15 anos do Studio Modelo – Centro de Beleza Estética, no Jardim Guanabara, ela viajou para acompanhar o namorado, que tinha o sonho de emigrar. Ficaram dois anos lá, renovando o visto, explica, e precisaram voltar para Goiânia devido a problemas de saúde da mãe dela. Embora mesmo durante a pandemia ela siga com clientela fiel no salão reformado graças aos dólares economizados, Karla tem planos de voltar a morar na Flórida, por várias razões.

“Meu lucro lá era maior tanto no valor mais barato dos produtos que aplico quanto no preço que cobro pelo serviço. Pra comprar aqui a mesma marca alemã que uso, sai muito mais caro. Lá, ganhava até mais que o dobro”, compara, explicando que faz tintura loira, “um tipo de mecha com pontas mais claras, contorno, bem minucioso”. As pessoas gostavam, indicavam, a demanda cresceu e o preço também, chegando a 300 dólares pelo serviço, mais gorjetas de 20 a 30 dólares.

Hoje, além dos cursos que ministra de estética capilar, facial e corporal, Karla compartilha informações sobre como funciona o mercado americano e como se inserir nele. Fundamental, enfatiza, é ser um profissional realmente qualificado. Importante também é divulgar os serviços em redes sociais.

“Entrei em grupos de brasileiros no Facebook, sem saber se ia dar certo, passei a postar fotos do meu trabalho. Comecei atendendo brasileiras na minha casa, fui ficando mais conhecida, atendendo outras nacionalidades, chineses, hispanos, americanos.” Ainda hoje, é procurada por pessoas de lá, que querem saber quando vai voltar.

Entre as pessoas que foram clientes de Karla na Flórida está Andressa Trindade, empresária curitibana de 39 anos que reside nos EUA há quase 21 anos, e diz que sempre preferiu os serviços de brasileiras na área de beleza. “É muito difícil encontrar um profissional que faça um trabalho de excelência”, afirma, contando que tanto ela quanto a maioria de suas amigas também loiras têm ou já tiveram problemas com as madeixas. “Quando encontrei a Karla, pensei logo ter tirado a sorte grande, aí ela retornou ao Brasil e fiquei sem uma profissional por muito tempo.”

 

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